30.9.04

objectivos

há um pequeno conjunto de objectivos que procuro implementar, que procuro dar coerência e que servem, essencialmente, para nortear a minha prática - perceber até que ponto existe coerência e adequação entre aquilo que procuro e aquilo que implemento - bem como e pelo anterior avaliar o que faço.
os princípios gerais perante os quais se enquadram os objectivos dizem respeito às orientações do ensino básico e às particularidades da disciplina de História. Procuro, fundamentalmente, criar um espaço de adequação e coerência na triagualação entre conceitos de espaço, tempo e contexto e, com isso, criar um sentido, um entendimento cronológico do processo histórico.
Assim, os principais objectivos que procuro promover são:

  • integrar os conhecimentos e interesses dos alunos no processo de ensino - aprendizagem;
  • saber manusear diferentes fontes e suportes de informação;
Outros aparecem ou são incorporados no decurso do próprio processo de trabalho, quer decorram de um momento de avaliação, quer surjam fruto de interesses ou particularidades de um momento ou situação mais ou menos específica.

28.9.04

fundações

na prática lectivo que defino não tenho ainda um quadro de referência, um conjunto de fundações e argumentos que permitam consolidar e definir uma escrita talvez coerente, talvez uniforme.
Se não for incoerente nem disforme já não é mau.
Mas, em princípio, as orientações que sigo decorrem de três ou 4 situações diferentes.
Por um lado, as fundações desta minha prática assentam nas pedagogias diferenciadas e individualizadas, onde fui beber a João Belém e ao já extinto (?) PEPT (programa educação para todos). Reconheço que foi uma das estratégias que mais me marcou, eventualmente por me ter apanhado no princípio de carreira, em escolas onde senti essa necessidade e/ou por ter participado num conjunto de acções com essa orientação.
Depois e com esse enquadramento uma outra base assenta na escola moderna, nos seus princípios de diferenciação e de construção do conhecimento. Quer na pedagogia do bom senso, de Freinet, quer na práticas da descoberta e da autonomia e liberdade quer de K. Rogers, quer de J. Dewey. Tenho sentido que um dos princípios pode ser o aluno reconhecer interesse e reconhecer-se naquilo que faz, criar um sentido, o seu sentido, daquilo que faz.
Assenta ainda na defesa dos princípios de autonomia, liberdade e responsabilidade da pedagogia da autonomia, de P. Freire, claramente um dos últimos a ter criado um espaço de influência em mim mas que foi mais fundo.
Obviamente que existem outras correntes, outras ideias, outros princípios que, de algum modo ou de alguma maneira, influenciam a minha prática lectiva. Quer alguns oriundos das práticas de acção modular quer do ensino recorrente, quer das escolas profissionais.
Como elemento de aglutinação, como factor globalizante de tudo um princípio, que não é meu, apesar de todo e qualquer pretensiosismo, que assenta na defesa da autonomia, na criação de um espírito crítico, na liberdade como factor de educação e de prática lectiva.

27.9.04

princípio

Tenho escrito noutros lugares sobre sobre a minha opinião ou sobre a minha profissão.
A escrita que por aqui tenho deixado está inevitável e indelevelmente condicionada pela minha experiência pessoal e profissional, pelos gostos e desgostos que me movem e pela (de)formação que tenho procurado desenvolver ao longo da minha vida.
Neste sentido há duas grandes temáticas que confluem num e noutro dos meus espaços de escrita. Por um lado, as questões organizacionais, de arrumação de ideias, a desmontagem de lógicas, a desconstrução de ideologias e de princípios. Questões estas relativas à minha formação académica pós licenciatura e que têm, desde os idos de 90, condicionado e muito a minha prática profissional e pessoal. Por outro lado, a construção de políticas locais tem sido um dos meus princípios de vida, seja na escola onde lecciono, seja no município que habito.
Uma e outra incontornáveis na afirmação daquilo que sou, daquilo que defendo.
Nunca neguei que tenho um olhar condicionado, nunca neguei de que lado estou, seja no que for. Indiferença ou apatia procuro que não rimem com o meu nome.
Neste sentido é agora tempo, em virtude de preocupações e de um enquadramento profissional com quase duas centenas de alunos, perspectivar outras ideias, deixar outros escritos, procurar outras âncoras.
Uma delas é a do ensino da História.
Sempre disse, entre o a brincar e o caso sério, que simpatizo com a História como considero engraçado o ensino. Agora, o que gosto mesmo, mesmo de fazer é de ensinar História.
Ajuda a sermos mais independentes, mais autónomos, mais livres. Ajuda-nos a compreender o que somos e de onde vimos, qual a nossa experiência e, com isso e se formos inteligentes, a definir um caminho, a traçar novos rumos a ir mais além.
Neste sentido, este espaço irá ser dedicado à didáctica da História, às metodologias que adopto, às experiências que implemento, à avaliação e troca de ideias que procuro, às práticas que promovo, aos objectivos que desenho.
De forma aberta, participada e transparente porque estou certo de não ter certezas, porque tenho a clara convicção de não estar convencido de nada.
É de didáctica de história que se trata. Se considerarem que é passível de enquadramento noutras áreas ou disciplinas venham daí os comentários, digam de V/ justiça.
É com os comentários que poderei alterar, modificar e, se possível, melhorar aquilo que gosto de fazer, ensinar História.