16.5.05

superação

Num período que é de balanço, de verificação da adequação entre o definido e o atingido, procura-se a regulação por intermédio da avaliação. A procura de equilíbrios, instáveis, periclitantes, momentaneos entre um deve e um haver pedagógico e escolar.
Mas, mais que efectuar uma avaliação, procuro, em debate de ideias e troca de opiniões, verificar da situação dos portefólios de cada aluno, agora com o expresso pedido de opinião dos pais e encarregados de educação e director(a) de turma.
Houve estranheza no início do ano, em face de uma metodologia e de estratégias que privilegiam a construção do saber, o paoio em grupos de aprendizagem. Ultrapassada alguma dessa estranheza, quer em termos emocionais quer escolares, há que reconhecer a superação de muitas das expectativas.
Hei-de trazer para aqui algumas das opiniões de pais e encarregados de educação sobre desempenhos e apreciação geral dos seus educandos. Como hei-de trazer comentários dos alunos.
Aqueles onde se nota uma maior indiferença ainda são, pelo menos aparentemente, os colegas docentes.

5.5.05

resultados

Registei há dias dois comentários, no meu caderno de bordo, que apetece aqui replicar. Notam-se resultados, nomeadamente ao nível de uma das turmas de 7º e na generalidade das turmas de 8º.
Os trabalhos, alguns dos produtos obtidos, mostram uma clara ideia de organização do processo histórico, entre espaço, tempo e relações causais. Três trabalho houve que mereceram a avaliação de MB sem qualquer ideia de favorecimento ou de reconhecimento. Apenas e somente reflexo do produto obtido.
Os argumentos, arranjados pelos alunos na organização de ideias e dos trabalhos, são cada vez mais pertinentes, mais consistentes, mais coerentes.
Sinto-me reconfortado.

1.5.05

reconhecimentos

Na passada 6ª feira troquei ideias sobre a minha prática diferenciada com dois colegas (docentes) e uma aluna de origem inglesa.
Quanto aos colegas foram visíveis algumas contradições e alguns pontos de reforço. As contradições surgiram de um colega que é também pai de um aluno, situação que fez com que ele reivindicasse uma prática diferente, que vá ao encontro dos gostos e dos interesses dos alunos mas, quando o lembrei da minha prática, rapidamente disse que não era bem assim, mas ... e tal, coisa e tal...
A colega, também de História mas a leccionar no 2º ciclo, reforçou as componentes de pesquisa, organização e tratamento da informação como competências essenciais da disciplina, situação que clara e objectivamente vai ao encontro od meu desenho de prática pedagógica.
Quanto à aluna é o reconhecimento que se pode, eventualmente, estar num caminho correcto. No âmbito do acompanhamento dos portefólios tive oportunidade de reparar que referiu que não gosta da escola, seja a inglesa, que frequentou até ao início do corrente ano lectivo, seja a portuguesa, onde não gosta das companhias. Mas que gostava que as aulas fossem como a de História.
Perguntei-lhe sobre as diferenças entre lá e cá. Apesar das diferenças o sentimento é o mesmo, indiferença, seca, monotonia. A escola não interessa. Aqui, nesta disciplina, disse, pelo menos podemos ver e fazer coisas que gostamos, pelas quais me interesso.
Três pontos de vista merecedores de atenção, consideração e repercussão na prática pedagógica.
A de um pai para, eventualmente, se procurar um maior envolvimento uma outra participação (não há que esquecer que os filhos são, de algum modo, uma continuidade dos pais e por isso se regeitar o que é diferente, o que não se conhece) na construção da prática pedagógica.
A de uma colega (ainda por cima da disciplina) para realçar o papel das competências e das ferramentas disciplinares, mas não esquecer a memorização, ou, de um outro modo, o desenvolvimento de competências de nível cognitivo.
A aluna, porque efectivamente é o nosso centro de interesse o foco e centralização de todo o trabalho e avaliação.