teoria e prática
apresentei onte, no contexto de uma iniciativa do departamento, conversas com história, um pouco daquilo que faço na minha sala de aula, no âmbito de uma pedagogia diferenciada.
a conversa surgiu porque diferentes colegas me o solicitaram e assim cumpri com o pedido.
estruturei a conversa em torno de três ideias e um princípio.
as ideias assentam na dinâmica de grupos, na estruturação da tarefa e na avaliação como elemento de regulação de um e de outro.
o princípio parte das lógicas interaccionistas que sustenta, organizam e definem uma dinâmica social.
terminei com uma interrogação, se bater à porta de uma sala de aula o que acontece? a resposta foi, perante todos os presentes, unânime, pára tudo. Pois, na minha sala não pára nada. Primeiro porque a porta está sempre aberta, depois por que é difícil perceber onde está o docente, por último por que quem define o ritmo de trabalho é o aluno, o docente apenas esclarece, apoia, orienta.
no final, quem conhece a minha prática afirmou que fiquei um pouco longe do que faço, que não consegui, real e efectivamente, fazer transparecer o que faço. Quem não conhece a minha prática disse que percebeu a ideia e que ficou a pensar nela.
A pensar nela, já foi uma conquista.
Mas confirma-se as diferenças entre uma prática e uma teoria.
