22.2.05

stresse

Hoje, em conversa de organização das ideias e dos trabalhos que faltam para o final do período, apercebi-me que existia stresse entre alguns alunos.
Entre as fichas de trabalho, a organização dos trabalhos práticos e a preparação dos portfolios individuais há quem se sinta apertado no tempo e condicionado pelas restantes disciplinas e pelo tempo que falta.
Há aqui uma falha minha que deixei ir os alunos longe de mais sem considerar ou, pelo menos, sem me ter apercebido de qual o ponto de situação de cada grupo.
Como comprovo, ou se reafirma, que esta metodologia tem dado mais destaque e mais prioridade a alunos onde o interesse é menos evidente, onde a motivação menos abunda, onde há mais e maiores necessidade de apoio à construção de um sentido ao trabalho escolar.
Perante aAlunos considerados bons, com razoávels nível de interesse e, motivados tenho sentido mais dificuldades em desenvolver um trabalho com eles. Seja por desadequação dos textos ou das fichas de trabalho, seja por que razão for.

19.2.05

Dinâmicas

Um dos processos que se tem visibilizado em face das estratégias adoptadas, diz respeito ao ritmo e à dinâmica na sala de aula.
A dinâmica da sala de aula é um elemento fundamental na e da relação pedagógica. A ocupação do tempo e do espaço do aluno, a definição de elementos de atenção e de concentração permitem criar ritmos mas também superar algumas dificuldades e ultrapassar alguns obstáculos.
Inicialmente, ao longo do primeiro período, tinha optado por apresentar fichas de trabalho completas (elementos de orientação face aos conteúdos). Abrangiam todo o corpo de conteúdos que se pretendiam trabalhar em face do ponto da matéria em que estavamos. A partir deles definiamos os ritmos em face de interesses, expectativas, motivações e capacidades.
Por influência pessoal acabavamos por andar quase sempre a par. Ou seja, não se descriminavam ritmos, ainda que pudessem persistir diferentes interesses e dificuldades específicas.
Neste segundo período, quase por acaso, tenho optado mais por apresentar apenas um pequeno conjunto de questões. Encara-se agora o ritmo de trabalho numa lógica de jogo, mais lúdica. Isto é, resolvida correctamente a questão ou o conjunto de questões, surge um outro, de outro nível de dificuldade ou de desenvolvimento ou de aprofundamento dos conteúdos e assim sucessivamente.
O aluno tem conhecimento de quantos níveis existem, de modo a poder programar os seus objectivos e a definir o seu ritmo de trabalho.
Ao nível dos 7º anos, tenho optado por apresentar três ou quatro questões. Ao nível dos 8º a opção recaiu numa lógica de aplicação de conceitos e de relacionamento de ideias. Esta opção decorre de ter apresentado uma lista de conceitos e de ideias sobre a temática a estudar. Quando resolvida por um conjunto de alunos e por que não tinha outros elementos à mão, optei por apresentar uma questão de desenvolvimento onde o aluno teria de aplicar os conceitos.
Foi a partir deste ponto que me pude aperceber das dinâmicas e da diferenciação de ritmos de trabalho situação que conduz ao fato de ter grupos efectivamente diferenciados - por questões de interesse, por cansaço, por motivação ou por curiosidade.