19.2.05

Dinâmicas

Um dos processos que se tem visibilizado em face das estratégias adoptadas, diz respeito ao ritmo e à dinâmica na sala de aula.
A dinâmica da sala de aula é um elemento fundamental na e da relação pedagógica. A ocupação do tempo e do espaço do aluno, a definição de elementos de atenção e de concentração permitem criar ritmos mas também superar algumas dificuldades e ultrapassar alguns obstáculos.
Inicialmente, ao longo do primeiro período, tinha optado por apresentar fichas de trabalho completas (elementos de orientação face aos conteúdos). Abrangiam todo o corpo de conteúdos que se pretendiam trabalhar em face do ponto da matéria em que estavamos. A partir deles definiamos os ritmos em face de interesses, expectativas, motivações e capacidades.
Por influência pessoal acabavamos por andar quase sempre a par. Ou seja, não se descriminavam ritmos, ainda que pudessem persistir diferentes interesses e dificuldades específicas.
Neste segundo período, quase por acaso, tenho optado mais por apresentar apenas um pequeno conjunto de questões. Encara-se agora o ritmo de trabalho numa lógica de jogo, mais lúdica. Isto é, resolvida correctamente a questão ou o conjunto de questões, surge um outro, de outro nível de dificuldade ou de desenvolvimento ou de aprofundamento dos conteúdos e assim sucessivamente.
O aluno tem conhecimento de quantos níveis existem, de modo a poder programar os seus objectivos e a definir o seu ritmo de trabalho.
Ao nível dos 7º anos, tenho optado por apresentar três ou quatro questões. Ao nível dos 8º a opção recaiu numa lógica de aplicação de conceitos e de relacionamento de ideias. Esta opção decorre de ter apresentado uma lista de conceitos e de ideias sobre a temática a estudar. Quando resolvida por um conjunto de alunos e por que não tinha outros elementos à mão, optei por apresentar uma questão de desenvolvimento onde o aluno teria de aplicar os conceitos.
Foi a partir deste ponto que me pude aperceber das dinâmicas e da diferenciação de ritmos de trabalho situação que conduz ao fato de ter grupos efectivamente diferenciados - por questões de interesse, por cansaço, por motivação ou por curiosidade.