desconstrução
há dias atrás, em plena discussão sobre a situação de uma turma em Conselho de Turma, atirei a ideia que era preciso desaprender de modo a construirmos uma nova forma de estar e agir na aula de história.
Disse-o e foi bem recebido eventualmente porque interpetado com algu sentido.
Mas fiquei logo de seguida arrependido de o ter dito.
Quando referi a necessidade de desaprender aquilo que se fez pode pressupor uma certa dose de arrogância e convencimento face ao trabalho desenvolvido, poder-se-ia dar a entender que quem está para trás fez mal, errado e não adequadamente. Que agora é o certo, o correcto e o adequado, que a verdade é única e está aqui.
Nada de mais errado. Felizmente que os colegas perceberam mais no sentido de ser face à desconstrução do conhecimento, para percebermos o que sabemos e o que não sabemos, de se ter a noção do que há que fazer, da aquisição de outros procedimentos e outras atitudes. Da necessidade de compreender os diferentes pontos de vista, de construirmos o conhecimento.
Fiquei indisposto com o que disse, mas serviu para perceber outros princípios, outras lógicas.

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