resolução de problemas
tenho consciencializado, e escrito, que um dos meus principais objectivos consiste em colaborar na construção de um sentido de escola, em apoiar a forma, o modo como o aluno reconhece alguma utilidade, algum sentido, áquilo que faz na sala de aula.
Dentro deste apoio e no âmbito desta construção de sentidos, há uma área que tenho considerado deveras interessante e que me permite ver, sentir a evolução dos resultados do 1º para o 2º período. Consiste na assunção da resolução de problemas.
Isto é, consicencializei que um dos modos de as aulas fazerem sentido, serem minimamente pertinentes e úteis no trabalho do aluno é apoiar a resolução de problemas, isto é, a aula consiste na procura de resolução de um dado problema.
Então o que é isto? Basicamente é um processo em três partes:
primeiro, pretendo que o aluno, numa primeira fase, perceba a pergunta, compreenda aquilo que se pergunta. Numa segunda fase tentar-se-ão criar perguntas, questionar o mundo mediante a utilização das ferramentas e da metodologia da disciplina, descodificar o que se pergunta (provavelmente ao nível do secundário, ou de um final de 9º ano); esta fase processa-se ao nível do levantamento de conteúdos, da compreensão da matéria, do trabalho de pesquisa, de conhecer do que se fala e de quais as suas relações e implicações históricas e sociais;
segundo, que o aluno seja capaz de organizar a informação, mediante a sua pesquisa (onde procurar, como, o quê) e seja capaz de definir, de acordo com o seu interesse e a sua relação com a questão de definir o que é pertinente e útil do que é acessório e dispensável; neste ponto o aluno deverá ser capaz de seleccionar o conjunto de fontes que lhe permitam perceber o que tem de fazer, organizar hipóteses, estruturar uma ideia do texto e da necessidade de sistematizar as ideias, definir esquemas, resumir opiniões, e, ao fim e ao cabo, construir uma ideia do que tem pela frente;
terceiro, ser capaz de estruturar um texto claro, simples e prático que procure responder à questão inicial, onde se equacionem princípios de causalidade, dialéticas históricas, consequências e impactos, quer no contexto histórico abordado, quer, essencialmente, que se escoem até ao presente;
Tenho de reconhecer que ao assumir com clareza esta ideia, senti progressos no trabalgo dos alunos, nomeadamente ao nível do seu rendimento, interesse, participação e envolvimento.

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