28.9.04

fundações

na prática lectivo que defino não tenho ainda um quadro de referência, um conjunto de fundações e argumentos que permitam consolidar e definir uma escrita talvez coerente, talvez uniforme.
Se não for incoerente nem disforme já não é mau.
Mas, em princípio, as orientações que sigo decorrem de três ou 4 situações diferentes.
Por um lado, as fundações desta minha prática assentam nas pedagogias diferenciadas e individualizadas, onde fui beber a João Belém e ao já extinto (?) PEPT (programa educação para todos). Reconheço que foi uma das estratégias que mais me marcou, eventualmente por me ter apanhado no princípio de carreira, em escolas onde senti essa necessidade e/ou por ter participado num conjunto de acções com essa orientação.
Depois e com esse enquadramento uma outra base assenta na escola moderna, nos seus princípios de diferenciação e de construção do conhecimento. Quer na pedagogia do bom senso, de Freinet, quer na práticas da descoberta e da autonomia e liberdade quer de K. Rogers, quer de J. Dewey. Tenho sentido que um dos princípios pode ser o aluno reconhecer interesse e reconhecer-se naquilo que faz, criar um sentido, o seu sentido, daquilo que faz.
Assenta ainda na defesa dos princípios de autonomia, liberdade e responsabilidade da pedagogia da autonomia, de P. Freire, claramente um dos últimos a ter criado um espaço de influência em mim mas que foi mais fundo.
Obviamente que existem outras correntes, outras ideias, outros princípios que, de algum modo ou de alguma maneira, influenciam a minha prática lectiva. Quer alguns oriundos das práticas de acção modular quer do ensino recorrente, quer das escolas profissionais.
Como elemento de aglutinação, como factor globalizante de tudo um princípio, que não é meu, apesar de todo e qualquer pretensiosismo, que assenta na defesa da autonomia, na criação de um espírito crítico, na liberdade como factor de educação e de prática lectiva.