Na passada 6ª feira troquei ideias sobre a minha prática diferenciada com dois colegas (docentes) e uma aluna de origem inglesa.
Quanto aos colegas foram visíveis algumas contradições e alguns pontos de reforço. As contradições surgiram de um colega que é também pai de um aluno, situação que fez com que ele reivindicasse uma prática diferente, que vá ao encontro dos gostos e dos interesses dos alunos mas, quando o lembrei da minha prática, rapidamente disse que não era bem assim, mas ... e tal, coisa e tal...
A colega, também de História mas a leccionar no 2º ciclo, reforçou as componentes de pesquisa, organização e tratamento da informação como competências essenciais da disciplina, situação que clara e objectivamente vai ao encontro od meu desenho de prática pedagógica.
Quanto à aluna é o reconhecimento que se pode, eventualmente, estar num caminho correcto. No âmbito do acompanhamento dos portefólios tive oportunidade de reparar que referiu que não gosta da escola, seja a inglesa, que frequentou até ao início do corrente ano lectivo, seja a portuguesa, onde não gosta das companhias. Mas que gostava que as aulas fossem como a de História.
Perguntei-lhe sobre as diferenças entre lá e cá. Apesar das diferenças o sentimento é o mesmo, indiferença, seca, monotonia. A escola não interessa. Aqui, nesta disciplina, disse, pelo menos podemos ver e fazer coisas que gostamos, pelas quais me interesso.
Três pontos de vista merecedores de atenção, consideração e repercussão na prática pedagógica.
A de um pai para, eventualmente, se procurar um maior envolvimento uma outra participação (não há que esquecer que os filhos são, de algum modo, uma continuidade dos pais e por isso se regeitar o que é diferente, o que não se conhece) na construção da prática pedagógica.
A de uma colega (ainda por cima da disciplina) para realçar o papel das competências e das ferramentas disciplinares, mas não esquecer a memorização, ou, de um outro modo, o desenvolvimento de competências de nível cognitivo.
A aluna, porque efectivamente é o nosso centro de interesse o foco e centralização de todo o trabalho e avaliação.